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Afetividade e sexualidade
"A afetividade é quem sustenta (nutre)a forma da pessoa se relacionar..."


   

   Afetividade
    Define-se como afetividade aquilo que se exprime, adequada ou inadequadamente, nos sentimentos, nas emoções, nas paixões.
    Sentimentos – fenômeno psíquico de caráter subjetivo, efeito de diversas causas (condições de ânimo, contínuos ou passageiros, reações inconscientes frente ao meio-ambiente, estado físico, acontecimentos, situações, etc). e que impressiona favorável ou desfavoravelmente a pessoa, excitando nela diversos instintos ou tendências.
    Emoção – é um estado sentimental mais intenso que traz consigo uma perturbação somática característica. Esta é geralmente concomitante, mas pode ser também conseqüente ou antecedente. Por exemplo: medo-tremor; alegria-riso; angústia-depressão; tristeza-lágrima, etc.
    Paixões – é uma tendência natural que, por alguma razão, se desenvolve de maneira superior ao normal.
    A afetividade, em outra definição de Nicola de Martini, é a capacidade de afeiçoar-se, de reagir, de perturbar-se, de interessar-se de uma pessoa.
    A afetividade compreende o estado de ânimo ou humor, as emoções e os sentimentos e reflete sempre a capacidade de experimentar e aprender com todas as suas tonalidades. O humor é uma tonalidade afetiva que acompanha os processos psíquicos, dando colorido à cognição, às percepções, aos conceitos, etc.
   O estado psíquico global como a pessoa se apresenta e vive reflete a sua afetividade. Tal estado interfere na realidade percebida por cada um, mais precisamente, na representação que cada pessoa tem do mundo, e de si mesma.
    A afetividade é quem sustenta (nutre) a forma da pessoa se relacionar com a vida e, será através da tonalidade de afeto (ânimo ou humor) que a pessoa perceberá o mundo e a realidade. Direta ou indiretamente a afetividade exerce profunda influência sobre o pensamento e toda a conduta do indivíduo.

   Sexualidade
    Nossa sexualidade é um dos mais belos dons que recebemos de Deus. Ela se expressa, em todas as áreas do nosso ser: nosso corpo, nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossa forma de nos relacionarmos com o mundo (nossa afetividade) e nos foi dada para a complementaridade.
   Componente fundamental da personalidade, um modo de ser, de se manifestar, de comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano.
    A sexualidade caracteriza o homem e a mulher não somente no plano físico, como também mo psicológico e espiritual marcando toda a sua expressão.
   A sexualidade é uma riqueza de toda pessoa – corpo, sensibilidade e alma – e manifesta o seu íntimo significado ao levar a pessoa para Dom de si no amor.
    “É de todo indispensável a educação para a castidade(...) que torna a pessoa capaz de respeitar e promover o significado esponsal do corpo.” A castidade leva a integrar harmonicamente os diferentes componentes da pessoa, a superar a fraqueza da natureza humana, marcada pelo pecado para que cada um possa seguir a vocação a que Deus o chama.
   Os sexos são complementares: semelhantes e dissemelhantes ao mesmo tempo; não idênticos mais sim iguais quanto à dignidade da pessoa; semelhantes para se compreenderem, diferentes para se complementarem.
    A sexualidade é chamada a exprimir diversas exigências: orientada para o diálogo interpessoal contribui para a maturidade integral do homem abrindo ao Dom de si no amor; ligada, além do mais, na ordem da criação, à fecundidade e à transmissão da vida, é chamada a ser fiel também a esta sua interna finalidade.
    A sexualidade precede e supera a genitalidade, já que é a sexualidade que dá origem à diferenciação genital, que é um dos aspectos da sexualidade . A atividade genital está condicionada pela sexualidade, mas o inverso não é verdadeiro. O uso ou a falta de uso dos órgãos ou das funções genitais não influi absolutamente em nada na virilidade ou na feminilidade. “A sua expressão mais forte, no plano físico, é a genitalidade”: o ato sexual propriamente dito.
   Atitude cristã perante a sexualidade:
   -A sexualidade é obra de Deus e é essencialmente boa;
   -Não é lícito seguir indiscriminadamente os impulsos sexuais, pois estes estão desordenados e carecem de harmonia original;
   -A redenção não modificou a desordem da nossa natureza e de suas tendências, mas concedeu-nos a Graça, capacidade sobrenatural que nos permite vencer a desordem proveniente do pecado original;
   -Viver a pureza não é simplesmente um mero desejo ou uma boa vontade genérica. A castidade implica um conjunto de deveres práticos que tem o seu fundamento na realidade da nossa natureza e no amor a Deus;
   -São Tomás considera a genitalidade como um “bem de qualidade superior”. A castidade não é, portanto uma mera abstenção externa: implica uma atitude interior, uma pureza de coração indispensável para a vivência plena.
   


   

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Por: Vall Senna-Consagrada Comunidade de Vida RECADO
Dep. de Formação RECADO

 


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